segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Uma família do Orlando de Moraes.

Orlando de Moraes: vidas em construção

Uma escola vazia. Esta foi a primeira imagem que os alunos de jornalismo da Universidade Federal de Goiás tiveram do bairro Orlando de Moraes, a primeira de muitas. Seguiram-se a essa imagem, telhas, tijolos, cimento, crianças sorrindo, chorando, pessoas conversando, trabalhando, passeando, seguindo o ritmo de suas vidas. Vidas que tal como a maioria das casas do bairro, estão em construção. São novos ares, novos lares, um novo cotidiano... e uma velha realidade sem perspectivas de uma vida mais digna, de um futuro genuinamente promissor. Talvez um reflexo daquela escola vazia, do início deste texto. Encontrar pessoas não era difícil, receptivas ou com vergonha a conversa fluía fácil. Gente simples com a vida complexa, dificuldade com tudo, crianças sem chances de estudar, pais trabalhando para sobreviver e imagens belas no meio da grande poeira de terra vermelha.
Cachorros e cavalos, sapatos e mochilas, brinquedos e entulho pelas ruas... era difícil saber por quanto tempo aquelas coisas estavam ali. A quanto tempo a esperança estava ali, esperança de completar a obra, de conseguir vaga na escola para os filhos, esperança de povo brasileiro, sofrido e feliz, que luta todo dia e ao encontrar um aglomerado de jovens com câmeras na mão sorri, e conversa, e proseia e mostra seus filhos, pais mãe e tios. Felicidade. Daquelas que não se encontra em qualquer lugar, mas foi encontrada na obra, na casa, nas vidas, do Orlando de MoraesVidas em construção.

Carolina Otto e Vitória Caetano.

Nenhum comentário:

Postar um comentário